Como disse nos posts anteriores, numa das noites do curso que fiz na França este ano (Hautes Études du Goût), tivemos uma visita fantástica ao mercado noturno de Rungis.
É como um Ceagesp gigante, bem organizado, limpo, dividido entre peixes, carnes, caça, frutas, verduras e legumes (cogumelos também), queijos e flores.
Ficamos acordados a noite inteira, tomando vinho e champanhe num bar à vin pertinho do hotel, até dar o horário de encontro: 2 horas da manhã, nosso ônibus partiria de Paris em direção ao mercado. E lá fomos nós.
Estava um FRIO de rachar. Fui com casaco, calça, cachecol, meias de lã e sapatos simples… E meus pés quase congelaram, acreditem. Mesmo andando e falando e fotografando e tudo e tal, chegou uma hora em que mal conseguia sentir meus dedões dos pés! Ficava batendo os pés, pulando, saracoteando, mas nada adiantava… A sensação era de entrar em uma geladeira ou freezer, literalmente.
Mas, olha, vou dizer: que experiência! Nunca vi um mercado tão grande e tão lindamente organizado. Todos os produtos, fresquíssimos, chegam de várias partes da França e do mundo para abastecer Paris e outras cidades. A gente não podia comprar os produtos, apenas ver e fotografar, diante do olhar meio enfastiado, meio divertido, dos vendedores. Quando era por volta das 5 horas da manhã, as vendas estavam a todo vapor, e os comerciantes ficavam meio irritados com nós, alunos, xeretando tudo. Mas, whatever, né?
Xeretamos mesmo! E foi incrível.
Tomamos café da manhã no mercado, por volta das 7 e pouco da manhã. Tonta de sono, não podia ouvir sequer uma palavra que o organizador dizia, e ficava tentando apaziguar meu amigo Max, que queria atirar uma faca em três ou quatro da turma que faziam perguntas bobas àquela hora da madrugada! hahahahah! “Calm down, Max! Behave!” E assim foi.
Por conta da greve generalizada na França, estava um trânsito terrível na volta para Paris, de modo que chegamos ao hotel por volta das… 10 da manhã! Exaustos, com frio, mas absolutamente felizes por ter visto de pertinho alguns dos produtos mais deliciosos da face da Terra.
Vejam algumas fotos do incrível mercado… De chorar, de bom:
A seção de peixes:
Atuns gigantescos, dava até dó:
Vieiras fresquíssimas:
Peixes que nunca vi na vida:
Coelhos (seriam lebres?) com pelo e tudo… Para provar que não são gatos:
Pombos com suas penas… Provei a carne, era deliciosa:
Patos, com cabeça junto. Um pouco… estranho:
Uma visão do mercado. Tudo organizadíssimo, em plena madrugada:
E as carnes, né? Impressionantes… Mas não tinham cheiro algum:
Foie gras, embalado a vácuo:
Na seção de legumes, abobrinhas de todos os tipos:
E abóboras, tão pequenas e alaranjadas, muito diferentes das que vemos por aqui:
Nozes, recém colhidas, quase macias, de tão novas:
Na parte das frutas, abacaxizinhos mínimos e amarelos:
Morangos absolutamente perfumados:
Framboesas delicadas, e onipresentes:
E… groselhas. De verdade!
E para terminar, os queijos. Alguns davam medo, de tanto mofo:
Outros eram lindos… Valeram a visita:
Revendo as fotos, dá uma saudade apertada de tudo. Afe.























Parabéns pelos comentários na visita ao mercado de Rungis. Eu estou emParis e gostaria de fazer essa visita. Como posso chegar até o mercado? Existe excursão?
Rosimar
Carlinha, comi muitas framboesas por lá, e são realmente deliciosas. Daqui do Brasil, adoro as amoras, sempre. Pena que já passou da época! bjs
Hmmm… berries!
Oi, Fab! Realmente foi uma visita impressionante, é fantástico como aquilo é organizado e os produtos, muito frescos. Então, apenas comerciantes podem comprar, é tipo atacado mesmo. Eles nem curtiam muito a gente bisbilhotando as coisas lás… Mas foi lindo mesmo assim.
bj
caraca, que coisa as comidas hein! mas, pq nao podia comprar? era so pra atacado?
Oi, Patrycia! Fico feliz que tenha curtido meu blog, volte sempre.
Quanto ao bolo, não estranhe, é assim mesmo: um bolo de fubá de duas camadas, com uma parte cremosa e outra, durinha. Mas fique à vontade para diminuir a quantidade de leite, se quiser menos molinho. Depois me conta! bjs
Oi, Luciana,
adorei seu blog, que ainda não conhecia. Sou do Acre e comprei seu livro na Travessa, em recente viagem ao Rio. Resolvi fazer sua receita de bolo cremoso de fubá. Cozinho direitinho e segui as instruções à risca,mas apesar do sabor delicioso, uma parte do bolo ficou molinha e a outra muito firme, só com o fubá. Onde errei, ou o bolo é assim mesmo?
Beijo para você,
Patrycia